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O ZUMBA FESTIVAL IMPACTA SEU PUBLICO COM A CAMPANHA #APANHARNÃOPODE

Nessa edição do Zumba Festival a violência doméstica foi tema do “ZF Social”

 

          Criado no ZF3 o momento ZF Social é uma forma que o Festival tem de alertar e impactar seu público com assuntos de caráter social, na tentativa de aproveitar toda a visibilidade que o evento proporciona para vestir literalmente a camisa de uma causa nobre, que pode transformar positivamente a vida dos participantes do Festival. “No ano passado abraçamos a causa da luta contra o Câncer de Mama, este ano não tive dúvidas ao escolher como tema a violência doméstica contra a mulher” relata Igor Andrade, coordenador do Festival.

A psicóloga Luciana Chiapetti, aluna de Zumba na Academia Corpus, conversou com o blog e disse que: “Participar do ZF4 deste ano com a responsabilidade de falar pra centenas de pessoas que estavam lá pra se divertir sobre um assunto tão sério e doloroso foi uma experiência intensa e gratificante. Poder dar voz a essa temática foi pra mim uma das coisas mais significantes que tive a honra de fazer, relacionada a este tema pois alcançamos tanta gente num espaço de tempo tão curto.

Luciana diz ainda que por incrível que pareça, falar que as pessoas apanham ou são machucadas dentro de sua própria casa, ainda é um tabu, falar sobre a violência doméstica apavora tanto quem fala, quanto quem ouve. Isso acontece porque as pessoas que sofrem violência tem medo de falar, sentem vergonha e culpa e, quem ouve na maioria das vezes trata o assunto com preconceito ou apontam a vítima como responsável por ter sido agredida. Esse comportamento gera insegurança e receio de tratar o assunto por parte da vítima.

Ela ainda alerta: ”É possível identificar se o seu companheiro (a) será um futuro agressor, as mensagens no início do relacionamento são sutis, porém passiveis de serem interpretadas: perfeição demais, necessidade de viverem juntos cedo demais, fazer você se sentir culpada (o) diante de situações corriqueiras, ciúme e insegurança, dificuldade de demonstrar sentimentos e empatia, ato ou sinais de violência (não necessariamente contra a vítima), alguma história de abuso no passado, tentativa de isolar a vítima e perguntar para outras pessoas como ele (a) fala da companheira quando esta não está por perto são alguns dos sinais.          

Existe uma crença sobre o assunto no sentido de que a vítima aceita a agressão, mas a verdade ninguém aceita. O que acontece é que muitas vezes a vítima fica presa a imagem inicial que o agressor apresentou no começo do relacionamento e não consegue se desvencilhar daquilo, com a esperança vã de que um dia a violência vai embora. Na realidade a violência nunca irá cessar, pois esse é um traço psicológico do agressor. O agressor sabe como destruir a auto estuma da vítima e o faz com maestria, diz Luciana, a vitima não se da conta que está morrendo cada dia um pouco mais.

Luciana finaliza nossa conversa: Já as vítimas podem começar a se livrar individualmente das relações abusivas buscando auxilio nas pessoas de sua confiança, deixar o mundo saber que ela/ele está sendo vítima de violência é crucial para a sobrevivência destes. Buscar a Delegacia da Mulher, os CAPS, os CREAS, o IML, as Unidades de Saúde, os Hospitais de Referência, a Defensoria Pública, o Ministério Publico, a Casa da Mulher Brasileira, ligar para o 180, um profissional de Psicologia, os amigos, as famílias e as pessoas de referência, é o primeiro passo para que a vítima se mantenha viva e consiga dar a sua vida um desfecho saudável e feliz”.

SERVIÇOS:

Casa da Mulher Brasileira: Av: Paraná 870 – Cabral – Curitiba – PR  , (41) 3352 5761

Luciana Chiapetti Psicóloga: (41) 99901-8272